BIS - BANCO DA IMAGEM E DO SOM

O BIS - Banco da Imagem e do Som pretende coletar, restaurar, organizar e publicar documentos de imagens e arquivos sonoros que possam contribuir para a preservação da memória e da cultura paraibana.

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28.12.06
 


Jaqueline Charmont (França) e a professora Maria Bernadette Cavalcanti, fundadoras da Cultura Francesa (1951). Foto realizada no Parque Arruda Câmara (Bica). Foto: Manoel Cavalcanti - Arquivo: Guy Joseph

BIS - BANCO DA IMAGEM E DO SOM

O registro dos fatos ou eventos de nossa vida social e política, até bem pouco tempo, se limitava à documentação fotográfica e ao filme cinematográfico em fitas de celulóide. A fotografia ainda conseguia resistir ao passar do tempo, com as imagens guardadas em gavetas ou caixas de sapatos. Enquanto a fita em celulóide (quase sempre cópia única), perdia-se em alguma prateleira pela dificuldade de se conseguir um projetor para a exibição, de suas imagens, condenando o seu conteúdo ao desconhecimento do público, para sempre. Com o advento do vídeo-tape, através dos videocassetes e a proliferação das câmeras de vídeo, atualmente, quase todos os eventos sociais, culturais ou políticos, são registrados por algum video-maker de plantão. Apesar da facilidade de captação e de exibição, o video-tape detém uma peculiaridade, que termina por agir contra a preservação das imagens gravadas: as fitas de vídeo podem ser apagadas! Às vezes, imagens de grande importância para a nossa memória e história contemporânea, terminam sendo apagadas e perdidas, pela necessidade frenética da reciclagem das fitas de vídeo, como medida de economia dos insumos, por parte dos produtores de vídeo. O descaso e desinteresse das produtoras de vídeo em preservar imagens, que não tenham interesse econômico imediato e a falta de um organismo que se dedique a ao metier da análise, organização, catalogação e preservação dessa imagens e que, fatalmente, farão falta no futuro. A criação e implantação de uma entidade que adquira, organize e preserve imagens se faz necessário, antes que a velocidade da vida moderna termine por nos levar a lamentar, não ter guardado o que foi registrado de importante para conhecimento das próximas gerações. Foi pensando nisso tudo, que criamos o BIS - Banco da Imagem e do Som. O BIS se destinará à pesquisar, coletar, catalogar, restaurar, preservar e divulgar imagens geradas, no passado e no presente, dando-lhes tratamento adequado, para a consulta e estudo, utilizando, principalmente, a plataforma dos meios eletrônicos.


Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba, por ocasião do Projeto Pixinguinha (1993), à partir de uma iniciativa de resgate, feita pelo poeta e compositor Marcos Maia. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph

O Banco da Imagem e do Som pretende resgatar as imagens e os arquivos sonoros, suportados em discos, vídeo-tape, celulóide, fitas K-7 de áudio ou VHS, que serão adquiridas de pessoas ou entidades, mediante doação, preservando-se a autoria da obra e o registro e divulgação das entidades doadoras. O material doado, será submetido à análise e de acordo com a importância das personagens ou dos eventos, serão adequadamente tratadas, copiadas e catalogadas, para acervo, consulta e pesquisa de todos os estudiosos e interessados que procurarem o BIS. Uma fotografia antiga e danificada, por exemplo, deverá passar por processo de restauração, depois copiada e colocada à disposição do público. Dessas imagens podem ser feitas cópias, quando solicitadas, para o fornecimento a estudantes, jornalistas e pesquisadores.


Ruínas do Engenho Corredor, onde morou o escritor José Lins do Rego, na cidade de Pilar-PB - Foto: ©Guy Joseph

Além das imagens já coletadas e adquiridas de pessoas ou entidades, o BIS deverá elaborar uma pauta mensal, para a coleta de depoimentos áudio-visuais das personalidades que fazem a vida social, política e cultural da Paraíba e que se destacam em seu ramo de atividade. Tais personalidades farão depoimento em entrevista coletiva, gravada em video-tape, ocasião em que se fará o registro oficial da inclusão do depoimento, ao acervo do BIS e a outorga de documento, certificando o fato. Desse mesmo material gravado, serão feitas cópias, adequadas às necessidades de reprodução através CD/DVD, além da disponibilização em computadores, com acesso a internet, para o acesso rápido e fácil, por parte do público interessado. A utilização de tecnologias de última geração terá na informática o seu instrumento maior, no entanto, iremos preservar os suportes das imagens tradicionais, tais como os filmes celulóides em 35mm, 16 mm, Super 8 e até o VHS. Haverá a necessidade de tratamento e restauração de imagens antigas, para que possam ser manipuladas e consultadas pelos interessados. Isso significa que serão feitas cópias para arquivamento e preservação, além das cópias necessárias para o uso cotidiano. Os suportes para arquivamento de imagens, deverá ser a tecnologia do DVD, adotando-se qualquer tecnologia mais recente, que venha a substituir aos suportes atuais. De qualquer suporte, podem ser geradas cópias em mídia popular, para fornecimento a entidades culturais, jornalistas, estudantes e pesquisadores.


Ruínas da casa, na rua Gal. Osório/J. Pessoa-PB, onde morou o escritor Virgínius da Gama e Melo. Foto: ©Guy Joseph

A semelhança com o MIS-Museu da imagem e do Som, do Rio de Janeiro, não é mera coincidência. Na verdade, foi inspirada naquela entidade carioca e cheguei a expor às autoridades do Estado, a idéia de se implantar um banco de imagens há mais de vinte anos, quando planejava utilizar a tecnologia recente (na época), do video-tape e do CD-ROOM.
A criação e implantação de uma site do BIS será de grande importância e utilidade para a divulgação e o intercâmbio, complementando, agilizando e difundindo a idéia desse empreendimento cultural. Esse blog, é um primeiro passo para a construção do site.
Além do papel de entidade preservadora da nossa memória, o BIS tem também uma função sócio-cultural, pois caberá a ele realizar periodicamente o levantamento, cadastro e registro de manifestações da cultura popular, promovendo mostras com temáticas específicas. O teatro, a música, o cinema a literatura e as artes em geral terão no BIS, um órgão dedicado ao registro e a documentação dessas atividades culturais, guardando para a posteridade, em imagens e sons gravados, os eventos ligados a arte e a cultura. A publicação de catálogos impressos, de seu acervo e de suas ações deverá ser periódica e servirá para o intercâmbio e a divulgação atualizada, do trabalho desenvolvido pelo Banco da Imagem e do Som.
O BIS-Banco da Imagem e do Som, vem preencher uma importante lacuna na preservação das imagens de nosso cotidiano, além dos óbvios e previsíveis ganhos institucionais para o estado da Paraíba.

Este espaço pretende abrigar imagens e sons que façam parte da memória e da cultura da terra paraibana, construindo um acervo que será de grande utilidade para jornalistas, historiadores, pesquisadores e estudantes. As colaborações serão bem-vindas e publicadas, depois de análise criteriosa, sobre a origem e relevância do assunto. No caso de registros fotográficos, é importante identificar o autor da imagem, respeitando-se os direitos autorais de cada fotógrafo, vivo ou falecido.

Contatos: guyjoseph@terraparaiba.com

Conheça o site: Terra da Gente Paraíba

Terra da Gente Paraíba-Blog



Coral do Colégio Pio X nos anos 50 - Fotógrafo desconhecido - Acervo: Hugo Caldas.


Celso Japiassú e Hugo Caldas (1956), atores do Teatro do Estudante da Paraíba. Fotógrafo desconhecido. Arquivo Hugo Caldas


Diretoria do IPÊ (1979), visita obras do Campus Universitáio do atual Unipê-João Pessoa-PB. Fotógrafo desconhecido - Arquivo Unipê


Foto aérea da construção do Campus Universitário do IPÊ/Unipê (1979), João Pessoa-PB. Fotógrafo desconhecido Acervo: Unipê.


Professores Afonso Pereira, José Loureiro Lopes, Marcos Trindade, José Trigueiro do Vale, Flávio Colaço e Manoel Batista de Medeiros, os seis fundadores do Ipê/Unipê (1971). Fotógrafo desconhecido. Acervo do Unipê.


Jornalista Biu Ramos Presidente de API em entrevista ao jornal A União de 07/09/81. Na foto, Severino (Biu) Ramos, Walter Galvão, Wellington Farias e Agnaldo Almeida. Foto: ©Guy Joseph


Guy Joseph recebe prêmio pela criação da logomarca da Funesc/Nov/1981. Na foto: Guy Joseph, a Secretária de Educação Giselda Navarro, o ex-Governador Tarcísio Burity e Jovani Paulo Neto. Fotógrafo presumível: José Bezerra - Arquivo Guy Joseph.


Charge de Syllas Mariz, publicada no extinto Jornal O Momento de 05/agosto/1989 - Personagens: O ex-prefeito Wilson Braga, o ex-governador Burity e o ex-arcepispo da Paraíba, D. José Maria Pires - Arquivo Guy Joseph


Cerimônia de assinatura da criação da Fundação Espaço Cultural. Da esquerda para a direita: Dr. João Pereira Gomes (Chefe do Cerimonial- falecido), Giselda Navarro (Secretária da Educação), Oswaldo Trigueiro do Valle, Tarcísio Burity (Governador- falecido). Jornal A União de 05/12/81 - Fotógrafo presumível: José Bezerra. Arquivo: Guy Joseph


Charge de Syllas Mariz publicada na extinta revista mensal, Em Dia, criada pelo poeta Juca Pontes e pelo fotógrafo Guy Joseph. Personagens: O Governador eleito, Ronaldo Cunha Lima (1990), a deputada Lúcia Braga e o ex-governador e ex-prefeito Wilson Braga, que perdera a eleição para Governador da Paraíba. Arquivo: Guy Joseph


Charge de Syllas Mariz publicada no extinto jornal O Momento (1990), sôbre a fiscalização das embarcações, na Paraíba, motivada pelo naufrágio do "Bateau-Mouche", (Rio de Janeiro), quando morreu a atriz Yara Amaral, da TV Globo, entre outras vítimas. Arquivo: Guy Joseph


Charge de Syllas Mariz publicada na extinta revista Em Dia, sobre a ausência do candidato Wilson Braga, ao debate promovido pela Tv Cabo Branco, nas eleições de 1990, para o Governo do Estado da Paraíba. Detalhe: o apresentador e moderador do programa, era o jornalista Nonato Guedes. Arquivo: Guy Joseph


Almoço durante as eleições de 1986. Da esquerda para a direita: Arthur Cunha Lima (empé), João Furtado (Enarq Engenharia), Ivandro Cunha Lima, Ulisses Guimarães, Ronaldo Cunha Lima, José Luiz Clerot, Humberto Lucena, Sany Japiassú (em pé) e Antônio Mariz. Fotógrafo desconhecido. Acervo: Enarq Engenharia.


Almoço na Enarq Engenharia (1986). Da esquerda, para a direita: Cícero Lucena, Anne Elisabeth (em pé), João Furtado, Ivandro Cunha Lima e Ulisses Guimarães. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Enarq Engenharia


Dia 01 de janeiro de 1965 o governador Pedro Moreno Gondim recebia Oficias do Batalhão da Polícia Militar, no Palácio da Redenção, cujos militares, foram levar os votos de Ano Novo para o Governante. Fotógrafo desconhecido - Arquivo: Guy Joseph


O Quartel do Corpo de Bombeiros de Campina Grande (final dos anos 50), recebia a visita do Cel. Elias Fernandes. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph


Tomada aérea do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (1964), antes das obras de ampliação. Na foto, pode se ver os trilhos dos bondes, que passavam em frente ao Tribunal. Fotógrafo desconhecido. Acervo: Enarq Engenharia


Nascer do 1º sol do novo milênio (1999/2000), na praia de Camboinha-PB. Fotógrafo: Dr. João Furtado. Acervo: Enarq Engenharia


Obras da Lagoa de Estabilização da cidade de Sapé-PB, em 1972. Foto: Engenheiro Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia


Estruturas metálicas das obras de construção do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa-PB, 1982. Foto: Eng. Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia.


Coquetel no restaurante do Paraíba Pálace Hotel, em comemoração à vitória de Ronaldo Cunha Lima (nas eleições de 1990), para o governo do Estado da Paraíba. Na foto, Anne Elisabeth, Fernando Catão e Ronaldo Cunha Lima. Foto: Gilvan Gomes. Acervo: Enarq


Fortaleza de Santa Catarina na cidade de Cabedelo-PB, em 1983, antes das obras de restauração. Foto: ©Guy Joseph


Tomada interna da Fortaleza de Santa Catarina, na cidade de Cabedelo-PB, no ano de1983, antes das obras de restauração. Vista da Casa do Capitão-Mor. Foto: ©Guy Joseph


Visão parcial da exposição itinerante comemorativa do 4º Centenário de fundação da Paraíba, no ano de 1985. A exposição percorria diversas cidades do Estado e empregava, pela primeira vez, recursos multimídia. Foto: ©Guy Joseph


O falecido Senador Humberto Lucena, nas eleições municipais de 1996, junto com o candidato Cícero Lucena. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph


Parada militar de 7 de setembro no ano de 1965, no Parque Solon de Lucena. Desfile de veículos do Batalhão da Polícia Militar do Estado da Paraíba. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph


Terminal Rodoviário de João Pessoa no ano de 1983, época de sua inauguração. Fotógrafo: Engenheiro Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia


Relógio de Sol existente no pátio interno do antigo Seminário Diocesano, na Igreja de São Francisco. O relógio é talhado em pedra calcárea e foi fotografado em 1982. Foto: ©Guy Joseph. Arquivo: Guy Joseph


Açude Capoeiras, na cidade de Patos-Pb, em 1982, durante as obras de construção. Fotógrafo: Engenheiro Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia


Relógio comemorativo dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, instalado pela Rede Globo na praia de Tambaú-PB. A criação de Hans Donner acabou atraindo protestos da sociedade paraibana (contra a poluição visual), culminando com a desmontagem e retirada do equipamento. Foto digital: ©Guy Joseph/2003. Arquivo: Guy Joseph


Raríssima foto de 1935, (autor desconhecido), da Praça Venâncio Neiva e Pavilhão do Chá. Ao fundo, o palacete do Barão do Abiahy (hoje, Delegacia Regional do Trabalho) - Acervo: Edival Toscano Varandas


Tomada lateral da Antiga Catedral de N.S. das Neves, atual Basílica Metropolitana. Ano e Fotógrafo, desconhecidos. Arquivo: Guy Joseph