BIS - BANCO DA IMAGEM E DO SOM

O BIS - Banco da Imagem e do Som pretende coletar, restaurar, e publicar documentos de imagens e arquivos sonoros que possam contribuir para a preservação da memória e da cultura paraibana.



28.12.06

BIS - BANCO DA IMAGEM E DO SOM Este espaço pretende abrigar documentos de imagens e de sons, que façam parte da memória e da cultura da terra paraibana, construindo um acervo que será de grande utilidade para jornalistas, historiadores, pesquisadores e estudantes. As colaborações serão muito bem-vindas e publicadas, depois de análise criteriosa sobre a origem e relevância do assunto. No caso de registros fotográficos, é importante identificar o autor da imagem, respeitando-se os direitos autorais de cada fotógrafo, vivo ou falecido.

Jaqueline Charmont (França) e a professora Maria Bernadette Pereira Cavalcanti, fundadoras da Cultura Francesa (1951). Foto realizada no Parque Arruda Câmara (Bica). Foto: Manoel Cavalcanti - Arquivo: Guy Joseph

Francisco Soares de Araújo, o Canhoto da Paraíba, por ocasião do Projeto Pixinguinha (1993), à partir de uma iniciativa de resgate, feita pelo poeta e compositor Marcos Maia. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph

Celso Japiassú e Hugo Caldas (1956), atores do antigo Teatro do Estudante da Paraíba. Fotógrafo desconhecido. Arquivo Hugo Caldas

Diretoria do IPÊ (1979), visita obras do Campus Universitáio do atual Unipê-João Pessoa-PB. Fotógrafo desconhecido - Arquivo Unipê

Foto aérea da construção do Campus Universitário do IPÊ/Unipê (1979), João Pessoa-PB. Fotógrafo desconhecido Acervo: Unipê.

Jornalista Biu Ramos Presidente de API em entrevista ao jornal A União de 07/09/81. Na foto, Severino (Biu) Ramos, Walter Galvão, Wellington Farias e Agnaldo Almeida. Foto: ©Guy Joseph

Guy Joseph recebe prêmio pela criação da logomarca da Funesc/Nov/1981. Na foto: Guy Joseph, a Secretária de Educação Giselda Navarro, o ex-Governador Tarcísio Burity e Jovani Paulo Neto. Fotógrafo presumível: José Bezerra - Arquivo Guy Joseph.

Charge de Syllas Mariz, publicada no extinto Jornal O Momento de 05/agosto/1989 - Personagens: O ex-prefeito Wilson Braga, o ex-governador Burity e o ex-arcepispo da Paraíba, D. José Maria Pires - Arquivo Guy Joseph

Charge de Syllas Mariz publicada na extinta revista mensal, Em Dia, criada pelo poeta Juca Pontes e pelo fotógrafo Guy Joseph. Personagens: O Governador eleito, Ronaldo Cunha Lima (1990), a deputada Lúcia Braga e o ex-governador e ex-prefeito Wilson Braga, que perdera a eleição para Governador da Paraíba. Arquivo: Guy Joseph

Charge de Syllas Mariz publicada na extinta revista Em Dia, sobre a ausência do candidato Wilson Braga, ao debate promovido pela Tv Cabo Branco, nas eleições de 1990, para o Governo do Estado da Paraíba. Detalhe: o apresentador e moderador do programa, era o jornalista Nonato Guedes. Arquivo: Guy Joseph

Almoço durante as eleições de 1986. Da esquerda para a direita: Arthur Cunha Lima (empé), João Furtado (Enarq Engenharia), Ivandro Cunha Lima, Ulisses Guimarães, Ronaldo Cunha Lima, José Luiz Clerot, Humberto Lucena, Sany Japiassú (em pé) e Antônio Mariz. Fotógrafo desconhecido. Acervo: Enarq Engenharia.

Almoço na Enarq Engenharia (1986). Da esquerda, para a direita: Cícero Lucena, Anne Elisabeth (em pé), João Furtado, Ivandro Cunha Lima e Ulisses Guimarães. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Enarq Engenharia

Dia 01 de janeiro de 1965 o governador Pedro Moreno Gondim recebia Oficias do Batalhão da Polícia Militar, no Palácio da Redenção, cujos militares, foram levar os votos de Ano Novo para o Governante. Fotógrafo desconhecido - Arquivo: Guy Joseph

O Quartel do Corpo de Bombeiros de Campina Grande (final dos anos 50), recebia a visita do Cel. Elias Fernandes. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph

Tomada aérea do Tribunal de Justiça do Estado da Paraíba (1964), antes das obras de ampliação. Na foto, pode se ver os trilhos dos bondes, que passavam em frente ao Tribunal. Fotógrafo desconhecido. Acervo: Enarq Engenharia

Nascer do 1º sol do novo milênio (1999/2000), na praia de Camboinha-PB. Fotógrafo: Dr. João Furtado. Acervo: Enarq Engenharia

Obras da Lagoa de Estabilização da cidade de Sapé-PB, em 1972. Foto: Engenheiro Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia

Estruturas metálicas das obras de construção do Espaço Cultural José Lins do Rego, em João Pessoa-PB, 1982. Foto: Eng. Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia.

Coquetel no restaurante do Paraíba Pálace Hotel, em comemoração à vitória de Ronaldo Cunha Lima (nas eleições de 1990), para o governo do Estado da Paraíba. Na foto, Anne Elisabeth, Fernando Catão e Ronaldo Cunha Lima. Foto: Gilvan Gomes. Acervo: Enarq

Fortaleza de Santa Catarina na cidade de Cabedelo-PB, em 1983, antes das obras de restauração. Foto: ©Guy Joseph

Tomada interna da Fortaleza de Santa Catarina, na cidade de Cabedelo-PB, no ano de1983, antes das obras de restauração. Vista da Casa do Capitão-Mor. Foto: ©Guy Joseph

Visão parcial da exposição itinerante comemorativa do 4º Centenário de fundação da Paraíba, no ano de 1985. A exposição percorria diversas cidades do Estado e empregava, pela primeira vez, recursos multimídia. Foto: ©Guy Joseph

O falecido Senador Humberto Lucena, nas eleições municipais de 1996, junto com o candidato Cícero Lucena. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph

Parada militar de 7 de setembro no ano de 1965, no Parque Solon de Lucena. Desfile de veículos do Batalhão da Polícia Militar do Estado da Paraíba. Fotógrafo desconhecido. Arquivo: Guy Joseph

Terminal Rodoviário de João Pessoa no ano de 1983, época de sua inauguração. Fotógrafo: Engenheiro Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia

Relógio de Sol existente no pátio interno do antigo Seminário Diocesano, na Igreja de São Francisco. O relógio é talhado em pedra calcárea e foi fotografado em 1982. Foto: ©Guy Joseph. Arquivo: Guy Joseph

Açude Capoeiras, na cidade de Patos-Pb, em 1982, durante as obras de construção. Fotógrafo: Engenheiro Hélio Magalhães (falecido). Arquivo: Enarq Engenharia

Relógio comemorativo dos 500 Anos do Descobrimento do Brasil, instalado pela Rede Globo na praia de Tambaú-PB. A criação de Hans Donner acabou gerando protestos da sociedade paraibana (contra a poluição visual), culminando com a desmontagem e retirada do equipamento. Foto digital: ©Guy Joseph/2003. Arquivo: Guy Joseph

Raríssima foto de 1935, (autor desconhecido), da Praça Venâncio Neiva e Pavilhão do Chá. Ao fundo, o palacete do Barão do Abiahy (hoje, Delegacia Regional do Trabalho) - Acervo: Edival Toscano Varandas

Inauguração do Estádio José Américo de Almeida (Almeidão), em 09 de março de 1975. Capacidade: 45.000 espectadores. Jogo: Botafogo-PB 0 X 2 Botafogo-RJ. Fotógrafo desconhecido. Arquivo Enarq-Engenharia

Efeito de bico de pena sobre uma fotografia de Gilvan Gomes. Autor: ©Guy Joseph/2003. Arquivo Guy Joseph

A Catedral das Neves
João Lelis de Luna Freire *

A Catedral da Paraíba, dedicada a Nossa Senhora das Neves, é a imagem do ser humano de braços erguidos numa súplica perene pedindo aos céus a benção divina para a terra em que se acha de joelhos. É um templo que implora numa atitude monumental. É um símbolo da confiança humana no poder de Deus. Ele está de joelhos e as duas torres esguias, perfurando o espaço, distendem-se como braços súplices numa imploração humilde e confiante.
Ali está toda a alma religiosa da cidade que, como ela, cresceu lentamente, por anos a fio, avultando aos poucos, na isocronia de uma fé que avolumava no coração da gente da cidade. A sua imponência é o indicativo da extensão da fé pública que ela faz frutescer no coração dos homens.
Situada num ângulo da cidade, alteia-se como sentinela vigilante a sondar o horizonte remoto por todos os lados. Do cimo de suas torres vê-se, pelo norte, o oceano que se intromete até bem perto por um braço de mar que banha a cidade em junção com o rio triste que tem um nome.
Um convite à prece estampa-se na sua fisionomia majestática sem humilhar o fiel. Não oferece a sua fachada a impressão de esmagamento de uma catedral pesada sob cujas grossas portadas o homem atravessa para dizer a sua prece no silêncio das naves; mas, ao contrário, na sua fachada simples, suave, sem intenções de suplantação, o fiel descobre a leveza dos templos acolhedores que tem mais para oferecer do que para pedir. É simples e tranqüila. Dá a impressão de nada precisar, de quem está satisfeita. Tem um perfume de oferta e acolhimento. É um abrigo. A história desse tempo é a legenda de século e meio de devoção e de fé. Sob suas naves genuflectiu um mundo de crentes nos momentos de recolhimento e colóquios com Deus.
Homens e mulheres, de idades diferentes, encontram-se na mesma atitude espiritual como continuidade de crença de um povo nascido sob o signo da Cruz. E assim será por tempo indeterminado debaixo daquelas arcadas sólidas e simples sempre que as portas dessa Catedral estiverem silenciosamente abertas aos fiéis. O silêncio reina como um atrativo à prece. Os passos não têm a ressonância que distrai. Perdem-se na própria sucessão, como se um impedisse o outro de exercer o desvio de atenção daquele que está orando ou meditando ou pedindo um pouco de serenidade para a alma dolorida e exausta.
Sob o manto da noite a Catedral expande-se no espaço desenhando uma silhueta ciclópica. O silêncio em redor aumenta a majestade de sua figura de pedra alongando as torres que se afunilam, no alto, em busca de ar. O relógio à direita marca o tempo a respeito de quem é indiferente, mas que lhe aumenta a solenidade, a grandeza. Há um orgulho de ofertante nesse tempo de humildade e imploração. É o seu isolamento. Destaca-se por todos os lados e enfrenta a Avenida General Osório como se mostrando e oferecendo-se convidativa. É livre e há orgulho nessa liberdade que é a base de sua imponência exterior. No adro espaçoso e elevado há um sentido de movimento.
As sombras que a noite projeta para os lados demarcam no chão uma silhueta imprecisa do monumento originário, mais valiosas no seu volume que no seu desenho. É o que o contorno nada define, mas apenas limita a extensão da massa que representa. Mas não é para o chão que se observa esse templo; é olhando para o céu, levantando a cabeça, erguendo a vista, porque a Catedral é uma busca de espaço na direção do firmamento. Tem os ímpetos que animam o gótico. Realmente esse estilo ali se assinala nas torres e na imagem geral, longilínea, da fachada esguia. Naqueles traços finos, pontiagudos, no alto, no minarete do relógio às setas que, como agulhas, furam o ar ilimitado, o espírito gótico está presente no talhado do desenho, no conjunto que somente a distância permite assinalar.
Quem poderá negar essa influência perceptível pelos olhos do fiel que à beira do adro levanta a cabeça em busca da figura completa? Há, porém, interiormente, naquele templo os arcos românicos que enfeitam a nave e lateralmente encimam as arcadas. Um misto de estilos espalhados interiormente perfazendo a estrutura geral que não atrai a vista do fiel.
A Catedral das Neves tem tais fisionomias pela manhã: amena e abençoante mostra a feição suave que o clima temperado da hora matinal espalha em torno; ao meio dia, rescaldante, tem a feição ardente dos edifícios que colhem para si o calor circundante e refrata sobre os olhos do fiel como um hálito morno; e à noite refrigerada pela queda do Sol e pela umidade de nossas noites que a proximidade do rio Paraíba ajuda e a vizinhança do Atlântico completa, esse monumento veste-se de magnitude silenciosa e sombria, de quietude discreta e respeitosa, quase triste, quase tétrica, quase espantadora. Nestas horas noturnas não é convidativa; mantém-nos numa distância desniveladora. Não é hostil, mas é reservada.
A luz gradua as fisionomias. Fornece-lhe as aparências que são os distintivos dos sentimentos do instante que passa. A pedra que lhe conforma o todo grandioso é informe, sem vida, apática. Mas a luz que lhe bate na superfície refletindo-se sobre os olhos do espectador lhe empresta a alma que a define nos momentos diversos do dia e da noite.
As cousas têm a feição da hora em que são vistas. É a luz quem dá a fisionomia. Essa Catedral, na que entesta a avenida que a alimenta de crentes, presta-se com plenitude às mutações da luz tropical e intensa que a banha, e de noite, prolongando-se favorecida pelo estilo, informa os contornos de suas torres como longos braços imprecadores. Na sua longitude vertical a sombra é um ornamento para a sua fisionomia noturna.
Cresce à noite quando morre a luz e aumenta a quietude ambiente. É triste, mas dá um conforto e inspira receio ao mesmo tempo.

* (1909-1954) Professor de Direito, escritor, jornalista, historiador e parlamentar paraibano. Este artigo foi publicado na Revista nº 4 - Ano II - Outubro de 1948, da Academia Paraibana de Letras. Colaboração do jornalista Petrônio Souto.

Embarque do Pe. Marcos Trindade em 1948, no hidro-avião que o levaria ao Rio de Janeiro, com destino à Roma. O hidro-avião decolava da praia do Jacaré em Cabedelo. Fotógrafo desconhecido. Acervo: Marcos Trindade.

Vestígios da Fonte dos Milagres, incrustados no muro da residência de nº 59, da Rua Augusto Simões (antigo Beco dos Milagres), nos fundos do sítio do Colégio das Neves (hoje Faculdade de Ciências Médicas), bairro do Varadouro. Colaboração do jornalista Petrônio Souto. Foto: ©Guy Joseph

Foi a fonte de "água doce" que deu de beber aos primeiros habitantes da Capital, além de palco do famoso "Crime do Frade", ocorrido em 31 de Julho de 1801, quando Frei José de Jesus Cristo Maria Lopes, franciscano do Convento de Santo Antônio, acompanhado de dois comparsas, matou por empalação sua amante Tereza, dominado pelo ciúme. Mesmo considerada pelos pesquisadores como um dos patrimônios históricos e artísticos mais valiosos da Paraíba, atualmente, com muito esforço, podemos enxergar apenas uma espécie de moldura em pedra calcária, com formato que denuncia sua origem, e uma data--1849, data da sua última restauração. (Pesquisa histórica: Cidade de João Pessoa - A Memória do Tempo, de Wellington Aguiar)



Vista parcial da praia de Tambaú. João Pessoa, PB - Coleção Marcelo Almirante - Fotógrafo desconhecido - Colaboração Edival Toscano Varandas


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postado por: GUY JOSEPH 13:36




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